No coração da fé cristã encontra-se a aceitação e a inclusão das crianças como prediletas de Deus. Jesus solicitou que não se criasse nenhum obstáculo para elas.
À luz da fé, a Igreja, proclama que todas as crianças – criadas à imagem e semelhança de Deus – merecem o maior respeito e carinho. A Igreja oferece a elas o batismo e desta maneira elas são acolhidas na grande família de Deus.
Para que este dom se torne efetivo é muito importante que as crianças tenham a oportunidade de viver a dimensão da fé de acordo com a sua fase de vida. Elas são orientadas, levando em conta a sua possibilidade de compreensão e a sua forma de religiosidade e de expressão de fé. As comunidades criam espaços em que elas podem se familiarizar com a Palavra de Deus. Elas se reúnem no Culto Infantil ou Escola Dominical, se encontram nas Escolas Bíblicas de Férias e em outras atividades em que os valores evangélicos podem ser vivenciados.
Além disso, a Igreja oferece ensino religioso ou de ética nas instituições educacionais ligadas a sua rede de escolas e participa ativamente em conselhos estaduais de ensino religioso.
À luz dos direitos humanos, a Igreja reconhece que toda criança é titular de direitos inalienáveis. Isso compreende direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária. A partir desta motivação existem em diversas comunidades locais entidades e instituições de caráter diaconal que procuram (v)ir ao encontro de crianças empobrecidas e/ou em situação de grande risco e vulnerabilidade social (abandono, violência doméstica, abuso sexual, etc.). Creches, centros sociais e centros comunitários desenvolvem programas educacionais e acompanham as crianças em seu aspecto físico, emocional e espiritual. Neste sentido a Igreja procura estar em sintonia com o Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA.
Os adultos são desafiados a aprender a olhar o mundo na perspectiva das crianças e não fazer com que as crianças sejam levadas a assumir o olhar dos adultos.
“Não há dano maior na cristandade do que negligenciar as crianças. Porque se nós queremos ajudar outra vez a cristandade, então você tem que começar de fato com as crianças, como aconteceu em tempos antigos.” – Martinho Lutero