Estima-se que 84% da população brasileira residam nas cidades, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse acúmulo populacional, especialmente nos centros urbanos, empurra a parcela mais pobre para localidades de difícil acesso, sem saneamento básico, pavimentação, segurança, educação e transporte público de qualidade, colocando-a em situação de vulnerabilidade frente a fenômenos como inundações, vendavais e incêndios.
Esses mesmos fenômenos podem causar vitimas em qualquer outra localidade, mas a intensidade da catástrofe será maior nesse contexto. Diante desta realidade, a Igreja é desafiada a atuar em favor das pessoas e Comunidades afetadas.
É fundamental que as Comunidades estejam preparadas para atuar em situações de emergência, tanto no âmbito da resposta, quanto no preparo e reabilitação, o que envolve a articulação com setores públicos e outras organizações, com vistas à criação de redes locais de apoio e de incidência pública em favor dos direitos das populações afetadas.
Para que as Comunidades possam atuar, é necessário organizar, articular e capacitar. Nesse sentido, a IECLB e a FLD desenvolveram o Mecanismo de Atuação em Emergências, um guia básico para Sínodos e Paróquias agirem, por meio da ação diaconal, em situações de sofrimento.
Jeremias anuncia Procurai a paz da cidade… (29.7). A paz e o bem-estar das pessoas, na cidade ou no campo, estão diretamente ligados às condições dignas de vida e sobrevivência. Assim, somos pessoas chamadas a assumir papel protagonista também nesse campo de ação diaconal.
Ms. Marilu Nörnberg Menezes e Ms. Rogério Oliveira de Aguiar,
respectivamente Coordenadora Programática e Assistente de Projetos da Fundação Luterana de Diaconia, em Porto Alegre/RS