Realizou-se no dia 27 de outubro de 2009, tendo como local a escola APADA (Associação de Pais e Amigos dos Deficientes Auditivos) o II Seminário Deficiência e Violência com a palestra da Psicóloga Mestre Gislaine Pereira Tavares, falando sobre a violência contra pessoas com deficiência e quais as implicações da sociedade na defesa de seus direitos.
A assessora mostrou algumas imagens, relacionando-as com a realidade de convivência de cada pessoa. Até que ponto a sociedade e cada um de nós está realmente incluindo as pessoas com deficiência em nosso convívio? De que forma a estrutura de uma cidade, como lugares públicos, estão preocupados em oferecer uma infra-estrutura adequada para acolher todas as pessoas sem barreiras e preconceitos? E as próprias comunidades, de que forma buscam receber as pessoas com necessidades especiais em seu convívio comunitário? As barreiras arquitetônicas e o preconceito são uma forma de violência sobre estas pessoas, mas por outro lado a violência não acontece só com pessoas com deficiência. Acontece também com as pessoas idosas, crianças, jovens que se encontram em situação de vulnerabilidade como as pessoas com deficiência. A violência é uma triste realidade que está presente na sociedade, muitas vezes, de forma silenciosa. A violência contra pessoas com deficiência, nas mais diversas formas em que acontece, viola os direitos humanos e, assim, nega e priva as pessoas do direito e do acesso a uma vida digna. Por isto, a importância de sabermos identificar, independente de qualquer situação, se a pessoa se encontra num fator de risco e sofrendo por algum motivo. Sendo fundamental a intervenção, saber aonde procurar ajuda e buscar apoio nas mais diversas áreas da saúde, psicológica, social e espiritual.
O seminário teve como objetivo abordar o tema violência e negligência contra a pessoa com deficiência e motivar as lideranças das comunidades e profissionais da sociedade para que possam auxiliar na promoção de uma vida mais digna para com estas pessoas.
A assessora Gislaine encerrou sua fala com uma frase de Contardo Caligaris, que diz: “Quem exclui é tão excluído quanto a pessoa que está sendo excluída, por que quem não conviver com o outro empobrece”.
Agradecemos pela oportunidade de juntos buscarmos melhorar nossa convivência e ajudar a quem precisa ser ajudado.
Realização: Sínodo Noroeste Riograndense em parceria com o a Secretaria da Ação Comunitária da Secretaria Geral da IECLB – Programa Diaconia Inclusão.
Diácona Cátia Patrícia Berner