Em sua reunião anual de 2015, os integrantes do Conselho Nacional de Diaconia refletiram sobre a situação da pessoa idosa no contexto brasileiro. O Dr. Márcio Borges, Médico Geriatra, e a Diác. Vera Nunes trouxeram importante contribuição.
De acordo com o Dr. Borges, vivemos a revolução da longevidade. Tudo está envelhecendo: o mundo, o país, as pessoas, as instituições, a Igreja. Pela primeira vez na história da humanidade, já existem mais pessoas idosas do que crianças. O Brasil já é o sexto maior país idoso do mundo. Há novas configurações familiares, com diversas gerações convivendo sob um mesmo teto.
Estima-se que, no período de um século (1950-2050), a população mundial terá crescido 3,7 vezes, enquanto a população com 60 anos ou mais terá crescido 10 vezes e a população com 80 anos ou mais, 26 vezes. Se há mais pessoas idosas do que crianças e pessoas adultas, a pergunta é óbvia: quem vai carregar as estruturas necessárias para uma vida digna?
Para a Igreja, o que esta nova realidade significa? A revolução da longevidade traz muitos desafios, de acordo com a Diác. Vera, como adequar as atividades comunitárias, capacitar pessoas, acompanhar famílias, criar redes de cuidadores e cuidadoras, aprimorar as estatísticas, buscar uma política de trabalho com pessoas idosas e ter um grupo assessor sobre o tema do envelhecimento.
Ao mesmo tempo em que a pessoa idosa atinge novos patamares na qualidade de vida, persistem problemas, como abandono, violência e exploração econômica, ocorrida geralmente dentro da própria família.
São muitas as possibilidades de resposta da Igreja e o Conselho Nacional de Diaconia é parceiro para ajudar a construir e aprimorar o trabalho de cuidado e acompanhamento às pessoas idosas.
P. Dr. Mauro Souza
Secretário da Ação Comunitária Secretaria Geral da IECLB