Todo o dia é dia de agradecer a Deus pela vida!
Uma coisa peço ao Senhor e a buscarei: que eu possa morar na Casa do Senhor todos os dias da minha vida (Sl 27.4a).
Conta a história ocidental que o oitavo mês do ano, agosto (do Latim, Augustus), era, na verdade, o sexto e se chamava Sextilis, mas o imperador romano Otávio Augusto decidiu renomear o mês com seu nome. Só que o sexto mês tinha 30 dias e perdia para julho, que homenageava outro imperador, Júlio César, com 31 dias. Então, Otávio Augusto decidiu pegar um dia a mais e, assim, julho e agosto ficaram, ambos, com 31 dias.
Agosto, um dos 12 meses do ano em nosso calendário e em nossa cultura, vem carregado de sentimentos negativos: é o mês do ‘cachorro louco’, é mês do azar. Afinal, por que o mês agosto ganhou má fama tão grande? Será que é só por causa das disputas dos imperadores da Roma antiga?
Se olharmos para as agendas históricas, veremos que, em agosto, aconteceram vários fatos ligados à destruição e morte. Podemos começar pela segunda destruição de Jerusalém e o seu templo, comandada por Tito, Imperador romano, no ano 70 da era cristã. Em 1945, foram lançadas as duas bombas atômicas sobre as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki. Em 1961, foi iniciada a construção do muro de Berlim, separando famílias, cidade e a Alemanha em dois blocos antagônicos. Em 1968, os tanques soviéticos pisotearam as flores da Primavera de Praga, na Tchecoslováquia. Não faltam motivos para classifi car agosto como um mês que, no mínimo, deveria passar logo.
Tudo isso não passa de coincidência. Ninguém com más intenções planeja fazer as suas maldades em um mês específico. Também há muitos motivos para celebrar o mês de agosto: as pessoas aniversariantes (Parabéns a elas!), a Semana Nacional das Pessoas com Deficiência (21 a 28), chamando atenção para o lugar que cada pessoa tem no projeto de dignidade de Deus, a fundação do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), em 1948, e o seu belo testemunho de unidade cristã. Claro, tem o Dia dos Pais, no segundo domingo do mês, chamando para a paternidade responsável e companheira.
Para nós, pessoas cristãs, agosto é um mês como outro qualquer. É um mês bom para viver. É um mês para agradecer a Deus pela vida, pelo ar que respiramos, pelo alimento e pela bebida que recebemos, pelo amor que compartilhamos. Agosto, assim como qualquer outro mês, é o mês ideal para pedir ao Senhor: me deixe morar na sua casa, todos os dias – e todos os meses – da minha vida. É bem ali que quero estar.
P. Dr. Mauro Souza | Pastor 2a Vice-Presidente da IECLB e Assessor para Missão Global e Ecumenismo