“Aprendemos com Jesus, o Salvador e Mestre dos relacionamentos, a ir ao encontro das pessoas. Ele nos ensinou a vencer os abismos que promovem o distanciamento. Quem segue os passos de Jesus, não conseguirá viver sem comunhão, não se conformará em ver pessoas distantes”, frisou Dirce Semin Zang, representante da Paróquia de Luzerna/SC no Conselho Sinodal e Vice-Presidente da Diretoria do Sínodo Uruguai
Se andarmos na luz como Ele está na luz, temos comunhão uns com os outros (1 João 1. 7). Nada é mais importante que viver em comunhão!
Aprendemos com Jesus, o Salvador e Mestre dos relacionamentos, a ir ao encontro das pessoas. Ele nos ensinou a vencer os abismos que promovem o distanciamento. Na sua trajetória pela Terra, Jesus soube se relacionar com parentes, pessoas de classes sociais distintas, crentes e descrentes, inclusive aqueles que o odiavam. Mateus 11.19 revela que Jesus chegou a ser conhecido como ‘amigo de pecadores’, por isso a Igreja segue o seu exemplo. Consequentemente, quem segue os passos de Jesus, não conseguirá viver sem comunhão, não se conformará em ver pessoas distantes.
Imagine que você e o seu melhor amigo estão em um bote salva-vidas em alto mar. Ao longe, avistam uma ilha e começam a remar. De repente, você percebe que há um furo no casco e, se não aliviar o peso, o barco irá afundar. No bote, há um garrafão com 20 litros de água, foguetes sinalizadores e comida enlatada sufi ciente para uma semana. O que você jogaria fora primeiro? Mesmo que você não tenha pensado em jogar o amigo ao mar, será que, no seu dia a dia, para chegar às ilhas da fama, do sucesso, dos bens materiais, você não tem deixado à deriva aquilo que é mais importante na vida?
Quando perguntaram a Jesus qual era o principal Mandamento, ele respondeu: Amarás a Deus… e amarás ao próximo (Mc 12.28-31). Deus nos colocou neste planeta para vivermos em comunhão com Ele e, se este relacionamento vai bem, o relacionamento com as pessoas irá bem também. Esta mensagem é libertadora. Ela nos tira do mundo da competitividade e dos valores distorcidos e nos convoca a um novo estilo de vida, o de caminharmos juntos, aprendendo com as diferenças, amando mais e julgando menos, servindo mais do que sendo servido, valorizando mais o ‘ser’ que o ‘ter’ e o ‘fazer’.
Esta tem sido a nossa reflexão aqui no oeste de Santa Catarina. De que adianta uma Comunidade, Paróquia ou Sínodo repleto de dons e talentos se os que possuem estes dons não se relacionam? Aprendemos que a Igreja só cresce em qualidade e em quantidade quando os seus membros passam a considerar as prioridades de Deus e não as suas, quando acolhemos o visitante, quando vamos ao encontro daquele que está afastado, quando auxiliamos nas suas necessidades.
Que Jesus nos motive a irmos atrás das pessoas distantes, para que estas comecem a se importar com as outras. Desta forma, traremos para o barco o maior número possível de pessoas.